terça-feira, 16 de julho de 2019

Falar e escrever são duas tarefas árduas e complexas.

Quando falamos, estamos presos a complexidade do discurso; Quando escrevemos, deparamo-nos com uma contradição: a linearidade do pensamento e o interlocutor ausente.

É necessário, quando escrevemos, imaginar todos os tipos imaginários de leitores, por isso é necessário planejar e organizar o seu discurso antes de registrá-lo no papel.

Há uma necessidade de escolha:
- Assunto;
- Ideias;
- Processo;
- Conteúdos históricos;
- Conteúdos sociais;
- Experiências pessoais;
- Perspectivas;
- Critérios para diferenciar seu texto de outros textos sobre o mesmo assunto.

Para entendermos sobre esse processo amplo, continuaremos a compreender o processo de letramento.
a) a reflexão sobre letramento é ampla;
b) é estudada em vários técnicos sob vários focos;
c) tomada de consciência ente os linguistas;
d) objeto que vai além da alfabetização;

Em função dos vários focos de estudo, observou-se uma conceituação complicada. Assim, Leda V. Tfouni, explica que "letramento, é um processo, cuja natureza é sócio-histórica." A autora, com essa fala, se opõe, a concepções atuais também em uso.

É necessário entendermos que letramento não pode ser interpretado como sinônimo de alfabetização.

1) Perspectiva individualista-restritiva
- voltada para a aquisição da leitura/escrita;
- aquisição escrita quanto código;
- escolarização;
- ensino formal;
- aprendizado de habilidades específicas: alfabeto (letra/som);

Observamos que nesta perspectiva confunde-se letramento com alfabetização, isto é, habilidade de ler e escrever está para escolarização e seu sucesso.

2) Perspectiva tecnológica
- produto com seus usos em contextos altamente sofisticados;
- visão dos usos de leitura e escrita é positiva;
- progresso da civilização;
- desenvolvimento tecnológico.

Habilidade de compreender os textos escritos, informação compartilhada, informação.

3) Perspectiva cognitivista
- enfativa o aprendizado / atividades mentais;
- indivíduo é o elemento mais importante na aquisição da escrita como processo;
- conhecimento e aprendizagem partem do indivíduo.

Enfatiza as habilidades, as experências e as intenções de crianças numa situação comunicativa.

"Não importa a perspectiva: a ênfase é sempre colocada nas "práticas", "habilidades", "conhecimentos", sempre voltados para a codificação/decodificação." (Letramento e Alfabetização, p. 33).

Se nossa preocupação for focalizar o produto, tanto no ponto de vista individual quanto no social, a nossa prática sempre será de leitura/escrita. Assim, as pessoas letradas seriam todas aquelas que sabem ler e escrever - pessoas alfabetizadas e escolarizadas. E "iletrado" são os indivíduos "analfabetos".

Podemos dizer que a aquisição da escrita traz mudança radical nas modalidades de comunicação na sociedade (cultural, social, contextualização).

Modelo autônomo do letramento
- definido com atividade voltada aos textos escritos;4
- o desenvolvimento é visto de maneira unidirecional;
- o letramento é causa (escolarização);
- letramento - progesso (civilização, tecnologia, liberdade individual, mobilidade social);  
- diferenciar as funções lógicas da linguagem;



TFOUNI, Leda Verdiani. LETRAMENTO
E ALFABETIZAÇÃO. 2ª edição.
Editora Cortez.


Claudemir Oliveira Ribeiro
Língua Portuguesa e Técnicas de Redação
Psicopedagogo Institucional e Clínico

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Escrita - Alfabetização - Letramento

A escrita, a alfabetização e o letramento são ligados entre si, ou seja, uma relação de processo e produto.
escrita - produto cultural;
alfabetização e letramento - processo de aquisição da escrita.

Alfabetização > aquisição da escrita (habilidades para a leitura e escrita) > práticas da linguagem;

Letramento > aquisição da escrita (adoção do sistema de escrita) > investigação o alfabetizado e o não alfabetizado;

ESCRITA

1) Contexto histórico

- data cerca de 5000 a.C.: difusão e adoção da escrita;
- nasceu na Mesopotâmia;
- Grécia: maior povo letrado;
- códigos escritos criados pelo homem:
a) pictografia;
b) ideografia ou fonética.
- representação do pensamento e sons;
- sinônimo de poder e dominação;
- produto cultural;
- atividade humana;
- não é casual;
- garantia de poder.

2) Finalidade da escrita:

- difundir ideias;
- ocultar ideias;
- ilustração de ideias;
- controle das ideias (texto);
- neutralidade;
- sofisticação da comunicação.

3) Características da escrita:

- dominação / poder;
- participação / exclusão;
- relação social e desenvolvimento cognitivo e cultural;
- exprime transformações culturais e político-sociais;
- pensamento lógico;
- poder intelectual;
- representa o desenvolvimento científico, tecnológico e psicossocial da sociedade;
- caracterizada por uma ênfase em regras.

ALFABETIZAÇÃO

1) Processo de aquisição individual de habilidades para a leitura e escrita;

Características da alfabetização:

- não possui um fim;
- incompletude;
- necessidade de controle da escolarização;
- instrução formal;
- produzir - decodificar - compreender - a escrita;
- a leitura e a escrita é a execução de práticas que constituem a cultura;

Ponto de vista sociointeracionista:

- processo individual;
- não se completa nunca;
- contínuo processo de mudança;
- atualização individual;
- mudança constante;

Importante!!!

- a alfabetização é medida pela habilidade de ler e escrever;
- primeiro contato com a linguagem se dá no ambiente familiar;
- o ato de alfabetizar passa a existir no ambiente escolar;
- enfatiza o domínio de regras gramaticais;

2) Processo de representação de objetos diversos de naturezas diferentes.

- a escrita não é um código de transcrição gráfica dos fonemas;
- representação que evolui historicamente;
- o ensino de leitura/escrita não se resume a codificar e decodificar símbolos;
- ênfase aos aspectos construtivos durante a alfabetização;
- relação de interdependência entre leitura/escrita;
- aquisição da linguagem escrita;

LETRAMENTO

O foco do letramento são aspectos sócio-históricos da aquisição do sistema "escrita/leitura" por uma sociedade:

- o estudo do letramento não se restringe às pessoas alfabetizadas;
- investiga as consequências da falta da escrita individualmente;
- a ausência e a presença da escrita numa sociedade;
- a influência da "leitura/escrita" na transformação social, cultural e psicológica;
- elaboração do processo "leitura/escrita" de forma mais sofisticada (raciocínio, memória, resolução de problemas etc.);
- observação do letramento e sua influência: classes dominantes e classes subalternas;
- estuda-se graus de letramento;
- "letrado" - mentalidade/cultura/estrutura social;
- alfabetização e letramento são processos interligados, porém distintos;



TFOUNI, Leda Verdiani. LETRAMENTO
E ALFABETIZAÇÃO. 2ª edição.
Editora Cortez.


Claudemir Oliveira Ribeiro
Professor de Língua Portuguesa
e Técnicas de Leitura
Psicopedagogo Institucional e Clínico






segunda-feira, 27 de maio de 2019

Uso da vírgula



Uso da vírgula (   ,   )

                Muitas pessoas aprenderam, em sua vida escolar, que a vírgula é um sinal de pontuação usado para indicar a respiração do leitor de um texto. Esta é uma informação equivocada sobre o valor gráfico da “vírgula”. Hoje, é importante compreender que esse pequeno sinal de pontuação influencia na compreensão do texto e ideia a ser transmitida pelo emissor.
                Vamos compreender quando e como a vírgula é usada e o porquê!

a)       A vírgula é utilizada em topônimos, isto é, em um cabeçalho de correspondências e determinados documentos; ela separa o local e a data onde o documento foi escrito ou teve origem.

Exemplo: Barueri, 27 de maio de 2019.

b)      A vírgula é usada para separar os elementos de uma lista de mesmo valor gramatical.

Exemplo: João foi ao mercado e comprou batata, cenoura, mandioca, vagem, pepino e abóbora.

c)       A vírgula é usada para separar o vocativo da mensagem que o emissor gostaria que o receptor tenha maior atenção.

Exemplo: João, você comprou os legumes que te pedi?

d)      A vírgula é usada para separar o aposto (uma explicação sobre um termo contido na oração).

Exemplo: João, neto do Seu Nicolau, esqueceu de comprar beterraba.

e)      A vírgula é usada para separar e identificar os termos que foram deslocados em uma oração. Geralmente, ocorrem com os adjuntos adverbiais.

Exemplo: Era uma vez, um menino chamado João que foi ao mercado comprar legumes para Dona Doroteia.

f)        Nos períodos compostos (formados por duas ou mais orações), a vírgula é usada para separar orações coordenadas assindéticas (ausência de conjunção).

Exemplo: João acordava cedo, ia ao mercado, brincava todas as tardes.

g)       Nos períodos compostos (formados por duas ou mais orações), a vírgula é usada para separar orações coordenadas sindéticas (apresentam conjunção).

Exemplos:
Ou João trabalhava, ou João brincava.
João estudou para a prova, logo tirou nota dez.
João era muito inteligente, pois estudava muito.
João estudou muito, porém não foi bem na prova.

h)      Usamos a vírgula para isolar expressões que têm função explicativa, corretiva ou continuativas.

Exemplos:
João era um bom aluno, ou melhor, excelente aluno.
Pretendo que João seja alguém na vida, isto é, tenha um bom estudo.

i)        A vírgula tem imenso valor para separar os termos de uma oração na ordem inversa ou em casos de termos intercalados.
Exemplo:
Comprou muitos brinquedos, aquela senhora chamada Doroteia.
Alguns seres humanos, atualmente, o seu semelhante, não valorizam.

j)        A vírgula é usada para isolar os elementos pleonásticos de uma oração.

Exemplo:
Aos políticos, por que não cobrá-los?

k)       A vírgula é usada na indicação de elipse (ausência de palavra ou termo) na segunda oração de um período composto.

Exemplo: Todos os alunos estavam trajados de branco; Maria, de preto.

l)        A vírgula é usada em orações subordinadas adjetivas explicativas.

Exemplo: Senhor Nicolau, que era meu funcionário mais antigo, aposentou-se ontem.

m)    A vírgula é utilizada em orações subordinadas adverbiais escritas na ordem inversa inversas.

Exemplo: Ao chegar em casa, fui surpreendido com uma festa surpresa.





Claudemir Oliveira Ribeiro
Professor de Língua Portuguesa
e Técnicas de Redação
Psicopedagogo Intitucional e Clínico




A Tradição Retórica


2 - A TRADIÇÃO RETÓRICA

Falar em persuasão é retomar o discurso clássico: formulações que marcaram os estudos da linguagem. Recupera-se o espaço cultural e linguístico do mundo clássico, isto é a preocupação com o domínio da expressão verbal que nasceu com os gregos; pois ao grego cabia manejar com habilidade as formas de argumentação para praticar certos conceitos de democracia.
Nomes que ficaram conhecidos pela habilidade com que encaminhavam suas lógicas argumentativas:
a)       Demóstenes
b)      Quintiliano
c)       Górgias

Na Grécia Clássica, houve as elevadas preocupações com o discurso e disciplinas que promovessem o domínio da palavra:
a)       Eloquência;
b)      Gramática;
c)       Retórica (disciplina responsável por buscar tal harmonia ao gosto da cultura clássica).

O falar devia ser bem ao gosto da cultura clássica:
a)       Convincente e elegante;
b)      Unir arte e espírito.

Neste momento, a linguagem deixa de ser estudada como linguagem e passa a ser estudada como discurso; e a retórica mostraria o modo de constituir a palavra com o objetivo de convencer o receptor.
A partir dos séculos XVIII e XIX, a retórica deixa de ter um caráter do discurso e passa a ter um caráter de embelezamento do discurso, o que podemos chamar de caráter pejorativo.
Para certas camadas sociais, a retórica era o domínio de regras e normas da argumentação, o exercício do poder.
Podemos destacar três pensadores gregos da época: Sócrates e Platão – escrevem sobre a retórica – e Aristóteles – o discurso é estudado em sua estrutura e função.

A retórica hoje é trazida como elementos:
a)       De Gramática;
b)      Da Lógica;
c)       Da Filosofia da linguagem;
d)      Da Filosofia da estilística.

Para Aristóteles, a retórica tem algo de ciência (objetivo e método) para se produzir a persuasão. “Retórica é a faculdade de ver teoricamente o que, em cada caso, pode ser capaz de gerar a persuasão.”
Podemos deduzir:
a)       A retórica não é persuasão;
b)      A retórica pode revelar como se faz persuasão;
c)       A retórica é analítica;
d)      A retórica é uma espécie de lei das leis, acima do compromisso persuasivo.

A retórica entra no mérito como o que está sendo dito o é de modo eficiente. Por sua vez, a eficácia implica:
a)       Domínio de processo;
b)      Domínio de formas;
c)       Instâncias;
d)      Modos de argumentar.

Regras gerais a serem aplicadas nos discursos persuasivos, segundo Aristóteles:
1)      Exórdio: começo do discurso;
2)      Narração: próprio assunto, onde fatos de desenvolvem, os eventos indicados;
3)      Provas: Se o discurso haverá que ser persuasivo, serão elementos sustentadores da argumentação;
4)      Peroração: é o epílogo, a conclusão.

Persuadir é sinônimo de submeter: vertente autoritária. “Quem persuade leva o outro à aceitação de uma dada ideia. É aquele irônico conselho que está embutido na própria etimologia da palavra: per + suadere = aconselhar.” (Linguagem e persuasão, p. 13).

“Verossímil é, pois, aquilo que constitui em verdade a partir de sua própria lógica. Daí a necessidade, para se construir o “efeito de verdade”, da existência de argumentos, provas, perorações, exórdios, conformes certas proposições já formuladas por Aristóteles na Arte Retórica. Persuadir não é apenas sinônimo de enganar, mas também o resultado de certa organização do discurso que o constitui como verdadeiro para o receptor.” (Linguagem e Persuasão, p. 14)

Com o passar do tempo, a retórica teve alterada a maneira como foi observada pelos estudiosos, de organização do discurso e com a persuasão, no século XVIII, passou a ser observada como a ideia de embelezamento do texto, no final do século XIX.

A partir daí, a retórica passou a produzir mecanismos de expressão que tornassem o texto mais bonito, um exemplo disso podemos destacar os textos parnasianos.

Com certeza, este papel está vinculado ao estudo das figuras de linguagem (embelezamento do texto) e o das técnicas de argumentação (inúmeros processos de articulação do raciocínio textuais).

Raciocínios discursivos:
a)       Raciocínio apodídico – tom da verdade inquestionável;
b)      Raciocínio implícito – o caráter imperativo do verbo torna indiscutível o enunciado;
c)       Raciocínio dialético – busca quebrar a inflexibilidade do raciocínio apodídico;

Figuras de linguagem:
a)       as figuras de retórica são recursos para prender a atenção do receptor;
b)      cumprem a função de redefinir uma informação;
c)       criar efeitos novos para prender a atenção do receptor;
d)      são expressões de teor figurativos;

Figuras mais usadas:
a)       metáfora;
b)      metonímia.



FIORIM, José Luiz. A tradição retórica. 
LINGUAGEM E PERSUASÃO. 5ª edição. Ed. Ática.






Claudemir Oliveira Ribeiro
Professor de Língua Portuguesa e
Técnicas de Redação
Psicopedagogo Institucional e Clínico

sábado, 18 de maio de 2019

Informação sem persuasão?

"Mas devemos defender-nos de toda palavra,
toda linguagem que nos desfigure o mundo,
que nos separe das criaturas humanas,
que nos afaste das raízes da vida."
(Érico Veríssimo)

A revista americana Newsweek se fazia anunciar como aquela que não persuadia, mas informava.

A revista parecia desejosa em:
- convencer-nos acerca do conhecido mito da neutralidade jornalística;
- desmistificar um demônio que vincula à persuasão alguns qualificativos:
a) fraude;
b) engodo;
c) mentira.

É necessário deixar claro:
- uma atitude antipersuasiva objetiva fixar uma imagem de credibilidade e respeitabilidade.
- o mais profundo aferramento aos princípios de uma informação incontaminada pela presença de interesses vários.

Pergunta-se: Estaria ela isenta do ato persuasivo?
A resposta é não. O próprio slogan da revista já nos remete a ideia de que estamos diante de um veículo marcado: 
a) correção;
b) honestidade.

Na relação emissor - receptor, o mais importante é PERSSUADIR.
Isso nos revela graus de persuasão:
a) alguns mais ou menos visíveis;
b) alguns mais ou menos mascarados.
c) é possível afirmar que o elemento persuasivo está colado ao discurso.

É possível rastrear organizações discursivas que escapem à persuasão:
a) a arte;
b) manifestações literárias;
c) jogos verbais;
d) textos marcados por elementos lúdicos.

Nossa pretensão:
a) levantar questões pelo discurso persuasivo;
b) situar a história da persuasão;
c) revelar situações do mecanismo persuasivos no discurso verbal.



CITELLI, Adilson. Lingugem e Persuasão. 10ª edição. Ed. Ática. Série Princípios.



Claudemir Oliveira Ribeiro
Língua Portuguesa e Leitura
e Produção de Textos
Psicopedagogia Institucional e Clínica

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Introdução ao estudo da Línguagem e ideologia

"A partir do momento em que se constitui como ciência autônoma, a linguística passou a estudar internamente a linguagem. A preocupação básica passou a ser a análise das relações internas entre os elementos linguísticos. Estabeleceu-se assim a chamada linguística estrutural." (Fiorin)

A Linguística Estrutural experimentou duas situações distintas:
a) fastígio;
b) declínio.

Importantes estudiosos das Ciências Humanas:
a) Lévi-Strauss;
b) Dumézil;
c) Lacan;
d) Barthes;
e) e outros.

A Linguística passou por uma crise epistemológica:
a) o que a Linguística fez;
b) o que a Linguística deixou de fazer;
c) o que a Linguística pode fazer.

Reflexão ampla sobre a linguagem:
a) uma instituição social;
b) veículo das ideologias;
c) instrumento de mediação entre homens e natureza;
d) instrumento de mediação entre os homens e outros homens.

Perry Anderson, em A  crise da crise do marxismo:
- a linguagem é singular em relação às instituições sociais;
- as estruturas linguísticas têm um baixíssimos coeficiente de mobilidade histórica;

Embora concordando com Perry Anderson, cremos em sua concepção de linguagem é um tanto redutora, pois para ele a linguagem se divide em LÍNGUA e FALA. No decorrer do presente ensaio, ver-se-á um terceiro elemento - a IDEOLOGIA.

É necessário uma reflexão sobre:
- a questão das relações entre a ideologia e a linguagem;

"A nossa intenção é verificar qual é o lugar das determinações ideológicas neste complexo fenômeno que é a linguagem, analisar como a linguagem veicula a ideologia, mostrar o que é que é idealizado na linguagem." (Fiorin)



Claudemir Oliveira Ribeiro
Língua Portuguesa e Técnicas
de Redação
Pisicopedagogo Institucional e Clínico

Introdução: Linguística e Coerência Textuais

A LINGUÍSTICA TEXTUAL


A linguística textual começou a se desenvolver e ser estudada como ciência que estuda o funcionamento do texto se deu no início do século 60, na Alemanha.

Causas de seu desenvolvimento:

a) falhas das gramáticas no estudo das frases no tratamento de fenômenos:

I) referência;
II) definitivação;
III) relações entre sentenças com ausência de conjunção;
IV) ordem das palavras no enunciado;
V) entoação;
VI) concordância dos tempos verbais;

Esses termos são fenômenos  e podem ser explicados:
a) termos de textos ou referência 
b) contexto situacional

TEXTO (mais do que soma de enunciados): sua produção e compreensão derivam de uma competênca do falante - COMPETÊNCIA TEXTUAL.

Falante de língua deve ter competências:
a) Capacidade de identificar um texto coerente;
b) Capacidade de identificar um aglomerado de enunciados;
c) Reconhecer o sentido amplo da competência textual;

Capacidades de um falante:
a) parafrasear um texto;
b) resumir um texto;
c) ler um texto e atribuir um título;
d) produzir um texto a partir de um texto;
e) distinguir os diversos tipos de texto.

Capacidades de um falante implicam na competência textual! Nossa produção linguística (fala e escrita) se forma com textos e não com palavras isoladas, sem ligação, sem conexão.

O discurso - O texto
A fala - A escrita

Fatores de Textualidade:
a) contextualização;
b) coesão;
c) coerência;
d) intencionalidade;
e) informatividade;
f) aceitabilidade;
g) situacionalidade;
h) intertextualidade.


FAVERO, Leonor Lopes. COERÊNCIA E COESÃO TEXTUAIS.
       Ed. Ática. Série Princípios. 9ª edição.



Claudemir Oliveira Ribeiro
Língua Portuguesa e Técnicas
de Redação
Psicopedagogo Institucional e Clínico 



O TEXTO E SUAS MODALIDADES

DEFINIÇÃO DO TERMO TEXTO - Texto designa um enunciado qualquer, oral ou escrito, longo ou breve, antigo ou moderno. - Concretiza-se...